terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Juazeiro publicará 100 cordéis sobre sua história


Até o dia 22 de julho, Juazeiro do Norte segue com programação alusiva ao seus 100 anos de fundação.

Juazeiro do Norte A história deste Município contada por meio da literatura de cordel. Essa é a homenagem que será prestada à cidade, ainda dentro da comemoração do centenário da cidade. Serão publicados 100 títulos com tiragem de mil exemplares para cada um. Todos estarão relacionados à religiosidade popular, com o movimento das romarias e o Padre Cícero. A perspectiva de lançamento é em março deste ano, durante a Semana Padre Cícero, em que se comemora o aniversário do "pai de Juazeiro".

O critério de escolha da maior parte dos livretos partiu da própria Comissão de Organização do Centenário, que começou a planejar diversas publicações bibliográficas. Grande parte do acervo foi lançado no ano passado, durante a comemoração dos 100 anos da cidade. Mais dez livros com a temática de Juazeiro e relacionados às romarias e história da cidade serão lançados ainda este ano. Os 100 mil cordéis serão distribuídos entre instituições e os autores.

A relação dos cordéis que serão lançados, juntamente com os seus autores, foi apresentada pelo secretário de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Romarias da cidade, José Carlos dos Santos. A história do cordel no Nordeste tem uma relação importante com Juazeiro do Norte, já que foi na cidade que por muitos anos atuou o tipógrafo José Bernardo da Silva, fundador da Tipografia São Francisco, na cidade, em 1926, se tornando uma das mais renomadas do Nordeste e que mais divulgou os livretos em diversos Estados. As atividades da gráfica foram encerradas em 1982, mas resta a Lira Nordestina, hoje sob administração da Universidade Regional do Cariri (Urca), onde são preservados equipamentos históricos da gráfica.

Os direitos autorais para publicação dos livretos foram repassados por meio da Academia Brasileira de Cordéis (ABC). As matrizes das xilogravuras serão feitas por xilógrafos de Juazeiro do Norte, que irão preparar as capas. O processo de licitação para a confecção dos cordéis já foi realizado e custará R$ 95 mil, financiados pelo Banco do Nordeste (BNB). O material passa pela fase de revisão e editoração para ser concluído o processo de impressão.

A impressão dos cordéis vai permitir um passeio pela história de Juazeiro do Norte, do Padre Cícero e das romarias. A metade desses livretos da literatura de cordel é formada pelos chamados clássicos, incluindo muitos de poetas que já faleceram. A iniciativa é parte das ações comemorativas aos 100 anos de Juazeiro, que terminarão no próximo dia 22 de julho. São 50 cordéis clássicos e outros 50 contemporâneos. A decisão, segundo o secretário, incentiva a produção poética ao mesmo tempo homenageando os que escreveram sobre a terra de Padre Cícero.

Autores como Antônio Gonçalves da Silva, o Patativa do Assaré, com o cordel "Saudação a Juazeiro do Norte", Pedro Bandeira, Expedito Sebastião da Silva e Josenir Larcerda, Bastinha e Estevão Rodrigues estão sendo lembrados, assim como o resgate do cordel "O Juazeiro do Padre Cícero", de Leandro Gomes de Barros.

Xilogravura

O material trata de temas relacionados à arte popular de Juazeiro, a exemplo de "A Xilogravura e Seus Artistas", de Expedito Sebastião da Silva, levando para temas relacionados à natureza e ao Padre Cícero, como o folheto produzido pelo poeta Pedro Bandeira, "As Lágrimas do Salgadinho; o Rio do Padre Cícero".

Segundo o secretário, o lançamento é um resgate da história, de personagens populares, dos poetas e um incentivo para a produção literária. Ano passado, 20 livros da coleção do centenário foram lançados no Memorial Padre Cícero, alguns deles reedições de clássicos e outros inéditos, com trabalhos de historiadores e pesquisadores da região.

Mais informações:

Memorial Padre Cícero
Secretara de Turismo e Romaria
Praça do Cinquentenário
Juazeiro do Norte
Telefone: (88) 3511.4040

ELIZÂNGELA SANTOS
REPÓRTER


Fonte: http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=1093459

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

OBRAS RECOMENDADAS PARA O ESTUDO DO CORDEL


ABREU, Márcia Azevedo de. Cordel português/folhetos nordestinos: confrontos – um estudo histórico comparativo. Tese de Doutorado apresentada ao Departamento de Teoria Literária do Instituto de Estudos da Linguagem, UNICAMP, 1993.
_______. Histórias de cordéis e folhetos. Campinas, SP: Mercado das Letras/Associação de Leitura do Brasil, 1999.
ALMEIDA, Átila Augusto F. de et ALVES SOBRINHO, José. Dicionário Bio-bibliográfico de repentistas e poetas de bancada. João Pessoa: Editora Universitária; Campina Grande: Centro de Ciências e Tecnologia, 1978.
ALMEIDA, Mauro William Barbosa de. Folhetos: a literatura de cordel no Nordeste brasileiro. Dissertação de Mestrado apresentada ao Departamento de Ciências Sociais da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, USP, 1979.
ARANTES, Antonio Augusto. O trabalho e a fala: estudo antropológico sobre os folhetos de cordel. Campinas, SP: Kairós/FUNCAMP, 1982.
BAROJA, Julio Caro. Ensayo sobre la literatura de cordel. Madrid: Revista de Ocidente, 1959.
BARROS, Leandro Gomes de. Literatura popular em verso: antologia. Brasília: Ministério da Educação e Cultura; Rio de Janeiro: Fundação Casa de Rui Barbosa; João Pessoa: Universidade Federal da Paraíba, 1977.
BARROSO, Oswald. O cordel está morto, viva o cordel. In: Sábado: suplemento do jornal O Povo, ano 1, n. 35, Fortaleza, 28 de janeiro de 1995.
BATISTA, Sebastião Nunes. Antologia da literatura de cordel. Natal/RN: Fundação José Augusto, 1977.
_______. Resumo biográfico. In: Bibliografia Prévia de Leandro Gomes de Barros. Rio de Janeiro: MEC/Biblioteca Nacional, 1971. (Rodolfo Garcia).
CAMPOS, Haroldo de. Transluciferação Mefistofáustica. In: Deus e o Diabo no Fausto de Goethe. São Paulo: Perspectiva, 1980. p.179-209.
CAMPOS, Renato Cordeiro. Ideologia dos poetas populares do Nordeste. Recife: Instituto Joaquim Nabuco de Pesquisas Sociais; MEC / FUNARTE, 1977.
CARVALHO, Gilmar de. Cordão, cordel, coração. In: Cult: Revista Brasileira de Literatura. São Paulo: Lemos, n. 54, Janeiro/2002, p. 44-49.
CASCUDO, Luís da Câmara. Cinco livros do povo. Rio de Janeiro: José Olympio, 1953.
_______. Contos tradicionais do Brasil. 8. ed. São Paulo: Global, 2000.
_______. Literatura oral no Brasil. 3. ed. Belo Horizonte: Itatiaia; São Paulo: EDUSP, 1984a.
_______. Vaqueiros e cantadores. Belo Horizonte: Itatiaia; São Paulo: EDUSP, 1984b.
CAVIGNAC, Julie. A literatura de cordel no Nordeste do Brasil: da história escrita ao relato oral. Natal: Ed. da UFRN, 2006.
CURRAN, Mark Joseph. A Literatura de cordel. Recife: Universidade Federal de Pernambuco, 1973.
_______. História do Brasil em cordel. São Paulo: EDUSP, 2003.
_______. Jorge Amado e a literatura de cordel. Salvador: Fundação Cultural do Estado da Bahia / Fundação Casa de Rui Barbosa, 1981.
DEL PRIORE, Mary. Ao sul do corpo: condição feminina, maternidades e mentalidades no Brasil colônia. Rio de Janeiro: José Olympo, 1993.
GALVÃO, Ana Maria de Oliveira. Cordel: leitores e ouvintes. Belo Horizonte: Autêntica, 2001.
KUNZ, Martine. Cordel, a voz do verso. Fortaleza: Secretaria da Cultura e Desporto do Ceará, 2001. (Outras Histórias, 6).
LESSA, Orígenes e tSILVA, Vera Lúcia Luna da. O cordel e os desmantelos do mundo. Rio de Janeiro, FCRB, 1983.
LOPES, Ribamar (Org.). Literatura de cordel: antologia. 2. ed. revista. Fortaleza: BNB,1983.
LUYTEN, Joseph Maria. A notícia na literatura de cordel. São Paulo: Estação Liberdade, 1992.
_______. O que é literatura de cordel. São Paulo: Brasiliense, 2007. (Primeiros Passos, 317).
MEDEIROS, Irani (Org.). No reino da poesia sertaneja: antologia de Leandro Gomes de Barros. João Pessoa: Idéia, 2002.
MEYER, Marlyse. Autores do cordel: seleção de textos e estudo crítico por Marlyse Meyer. São Paulo: Abril, 1980.
NOGUEIRA, Carlos. O essencial sobre a literatura de cordel portuguesa. Lisboa: Imprensa Nacional/Casa da Moeda, 2004.
NORI, Maria Elizabeth Corrêa et VASCONCELOS, Paulo Alexandre. O cordel em São Paulo: texto e ilustração. São Paulo: CCSP, 1985.
OLIVEIRA , Carlos Jorge Dantas de.  A Formação Da Literatura De Cordel Brasileira. Tese de Doutorado, Universidade de Santiago de Compostela, 2011. mimeo.
QUEIROZ, Doralice Alves de. Mulheres cordelistas: percepções do universo feminino na literatura de cordel. Dissertação de mestrado, UFMG, 2006, mimeo.
QUINTANEIRO, Tânia. Retratos de mulher: o cotidiano feminino no Brasil sob o olhar de viageiros do século XIX. Petrópolis, RJ: Vozes, 1996.
ROMERO, Sílvio. Estudos sobre poesia popular no Brasil. 2. ed. Petrópolis, RJ, 1977. (O original é de 1879).
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SLATER, Candace. A vida no barbante: a literatura de cordel no Brasil. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1984.
SOUSA, Francinete Fernandes de. A mulher negra mapeada: trajeto do imaginário popular nos folhetos de cordel. Tese de doutorado, UFPB, 2009, mimeo.
SOUZA, Liêdo Maranhão de. Classificação popular da literatura de cordel. Petrópolis, RJ: Vozes, 1976.
SOUZA, Liêdo Maranhão de. O Folheto popular: sua capa e seus ilustradores. Recife: Fundação Joaquim Nabuco, 1981.
TAVARES JUNIOR, Luiz. O Mito na literatura de cordel. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1980.
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TERRA, Ruth. Memórias de lutas: a literatura de folhetos no nordeste (1893-1930). São Paulo: Global, 1983.
VASSALO, Lígia. O sertão medieval: origens europeias do teatro de Ariano Suassuna. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1993.
WARNER, Maria. Da fera à loira: sobre os contos de fadas e seus narradores. Trad. Thelma Médici Nóbrega. São Paulo: Companhia das Letras, 1999.
ZIMMERMANN, Tânia Regina; MEDEIROS, Márcia Maria de. Biografia e gênero: repensando o feminino. In: Revista de História Regional 9(1): 31-34, 2004.

CARACTERÍSTICAS DO TEXTO TRADICIONAL EM CORDEL


   A PEQUENA EXTENSÃO da obra, com poucas páginas, poucos personagens e poucos conflitos (mais próxima do conto);
     UMA VARIANTE LINGÜÍSTICA MARCADA PELO REGIONALISMO E POR UMA LINGUAGEM NÃO-CULTA.
     A ORALIDADE: Trata-se de um a literatura feita para o ouvido e não para os olhos. Citação: “O poeta Manoel de Almeida Filho, entrevistado por Mauro Almeida, explica que: […] a grande maioria dos nossos fregueses lê o livro cantando. Como a gente lê, eles aprendem as músicas dos violeiros, e eles cantam aquilo. […] E, em casa reúnem uma família, três, quatro, e cantam aquilo, como violeiro mesmo […] O folheto tem esta doçura do verso. E o povo nordestino se acostumou a ler o verso. Então o livro em prosa mesmo, ele não gosta e nem gosta do jornal, a notícia do jornal. […] Ele não entende. […] Porque está acostumado a ler rimado, a ler versado. […] Aquela notícia não é boa para ele, o folheto sim, porque o folheto ele lê cantando. (Almeida, 1979, f. 202) “.
     A RIMA A SERVIÇO DA MEMÓRIA.
     A SEXTILHA: 80% dos cordéis (Joseph Luyten, O que é literatura de cordel, coleção Primeiros Passos)
     O Nordeste como palco por excelência das narrativas
  VISÃO DE MUNDO POPULAR. Citação: “A superioridade dos folhetos deve-se também ao fato de eles apresentarem as notícias interpretadas segundo os valores compartilhados pelo público“.
Economia (na linguagem e na exposição de elementos): O folheto é sucinto e direto, rejeitando os circunlóquios, as perífrases; foco apenas no principal, no necessário: 'Se a espingarda não vai atirar no conto, convém tirá-la da sala' (Tchekov).
Os cordelistas preferem a ordem sintática mais comum: artigo + substantivo + verbos + objetos verbais + adjuntos adverbiais
     A simplificação do enredo (enredos não complicados)
     Predomínio da linearidade temporal (não é comum os flashbacks ou a montagem paralela)
     Literatura exemplar: como a fábula, o cordel passa mensagens; O final feliz (punição do mal; recompensa do bom); a ausência do narrador neutro, que apenas conta a história, deixando para o leitor o julgamento. Comentário: Ao narrador cabe também interpretar as atitudes dos personagens e o sentido geral da narrativa, sobretudo no início e no final do texto, quando se dirige ao leitor para tecer considerações de ordem ética ou moral.
     Maniqueísmo: o mundo dividido em bem e mal
     A opção preferencial pelos pobres, pelos oprimidos: implicações: a) o vilão é o patrão, o rico, o coronel, etc; b) o herói é o amarelinho astuto (João Grilo, Canção de Fogo, Pedro Malasartes, etc.), uma espécie de vingador do povo.
     Conservadorismo: ideologia católica, resíduos da sociedade patriarcal (ginofobia ou infantilização da mulher, racismo, etc.);
     Religiosidade popular: superstições com liturgia, canonização sem o aval de Roma (Padre Cícero, Antônio conselheiro, o cangaceiro Jarararaca), etc.

ESTROFES E ESQUEMAS RÍMICOS MAIS FREQÜENTES NO CORDEL (E NA CANTORIA)

a)     Sextilhas: Joseph M. Luyten, em O que é literatura de cordel, informa que 80% dos cordéis vêm em forma de sextilha, assim chamada a estrofe ou estância de seis versos. Cada linha dessas estrofes geralmente possuem sete sílabas métricas (chamada de redondilha maior), com rima nos versos pares (segundo, quarto e sexto versos). Exemplo:
Quem não levar um cordel
De jeito nenhum me ataca,
Também não vou condenar
Sua teoria fraca,
Mas vai ficar com o rabo
Igualmente o da macaca.
           (Cordel “História de Jesus, o Ferreiro e a Macaca”, de José Costa Leite).
 
           Apesar do predomínio das sextilhas, outros tipos de estrofes também podem ser observadas nos cordéis, merecendo destaque as seguintes:

b)    Quadra: Estrofe de quatro versos. Foi bastante utilizada nos inícios do cordel, tendo seu uso decaído com o tempo. Nas quadras, há a obrigatoriedade da rima em pelo menos dois versos (o segundo com o quarto), podendo o cordelista optar pela rima em todos os versos (esquema ABAB ou ABBA). Exemplo:
           A Luíza do Zé Braz,
           Neta do Zé do Mogêro,
           Era a moça mais bunita [sic]
           Lá da Serra do Perêro.
           (Cordel “A Estátua do Jorge”, de Alberto Porfírio).

c)     Setilha: é assim denominada a estrofe de sete versos. Caso o poeta decida rimar todos os versos, em geral o antepenúltimo e a penúltimo irão rimar entre si (Esquema ABABAAB). Exemplo:
            Lá na Mancha, Espanha, havia
Um tal Quesada ou Quixano,
Que de noite e de dia,
E também ano após ano,
Compulsivamente lia
Obras de cavalaria
Vertidas pro castelhano.
(Cordel “Dom Quixote de la Mancha”, de Stélio Torquato Lima).

d)    Oitava: Estrofe composta de oito versos. Na variante denominada de “oitavas-a-quadrão”, o esquema rímico é o AAABBCCB, encerrando-se a estrofe necessariamente com a expressão “nos oito pés a quadrão”. Exemplo:
            Eu canto com Zé Limeira
Rei dos vates do Teixeira
Nesta noite prazenteira
Da lua sob o clarão
Sentindo no coração
A alegria deste canto *
Por isso é que eu canto tanto *
Nos oito pés a quadrão.
           (Cantoria entre José Gonçalves e Zé Limeira)

e)     Décima: Estrofe de dez versos, cada um deles apresentando dez ou sete sílabas métricas. O esquema rímico mais empregado é o ABBAACCDDC. Na cantoria, é bastante empregada quando é lançado um mote para ser desenvolvido (glosado) pelo cantador. Exemplo:
 
MOTE: O regime comunista / é contra a religião
 
GLOSA
Nas folhas de uma revista
li um conselho exemplar
que ninguém deve aceitar
o regime comunista
quem se assinar nesta lista
ficará sem proteção,
pois a negra escravidão
grita ali em vozes altas
e além de outras grandes faltas
é contra a religião!
(Poema “Glosas sobre o Comunismo”, de Patativa do Assaré).

f)     Galope à beira-mar: Estrofe de 10 versos, cada um deles apresentando 11 sílbas métricas (hendecassílabos), terminando sempre com a expressão “galope à beira-mar” ou, simplesmente, com a palavra "mar". É típico das cantorias. O esquema rímico é o mesmo da décima clássica: ABBAACCDDC. Exemplo:
            Então, meia-noite, anjos emissários
Em conta de sete, de aura azulada,
Falaram pra ele, punhando as espadas:
És tu o escolhido, bispo do rosário.
Terás de fazer o teu inventário
E reconstruir o universo sem par
Pra diante de Deus tu te apresentar
Vestido em teu manto vermelho-centelha,
Entrou no hospício da praia vermelha
Cantando galope na beira do mar.
(Música “Galope Beira-mar para Bispo do Rosário”, de Wilson Freire e Antonio José Madureira)
a